Quem é o meu próximo?  
Patrick Cezar
 

(Lc. 10.25-37)

Durante todo o seu ministério Jesus se utilizou das parábolas para ensinar as multidões que o acompanhavam. Dentre as diversas parábolas proferidas por Jesus em seu ministério é na parábola do Bom Samaritano que vemos expressa a Teologia do Outro, ou seja, como é que Deus olha para nós e como deseja que nós percebamos o nosso próximo. É a percepção de quem é o meu “próximo” que é, muitas das vezes, diferente de mim e até estranho a mim. Este outro que é próximo e que deve ser alvo do meu amor emisericórdia.

Neste diálogo que Jesus desenvolve com o mestre da Lei vemos que é iniciado com a pergunta: Que farei para ter a vida eterna? E éa partir deste questionamento que Jesus passa a desenvolver o seu ensino.
Jesus usa a figura do Samaritano provavelmente de forma irônica, pois para os judeus era praticamente impossível um samaritano possuir um tipo de atitude como a do personagem principal da história que relata. E também para confrontar a atitude preconceituosa que os judeus tinham para com pessoas de outros povos.

Tendo como base esta parábola podemos perceber algumas lições que podem nos ajudar nesta compreensão de nosso próximo e no desempenho da nossa Missão.

Primeiro, este próximo é alguém que pode possuir uma cultura e costumes diferentes dos nossos. Pode ser um alguém de outra religião, ou até mesmo conhecida como herética. Devemos ultrapassar barreiras para realizar a nossa Missão de amar e servir ao nosso próximo.

Segundo, ele é alguém que carrega dentro de si a dignidade concedida pelo próprio Pai através da Imago Dei, ou seja, a Imagem de Deus que cada ser humano carrega dentro de si. Nós não temos o direito de fazermos opções a quem devemos servir. Devemos apenas estar dispostos a servir, pois “os cuidados de Deus por toda a humanidade devem ser manifestados através daqueles que são chamados pelo seu nome.

 

Terceiro, compreender quem é o meu próximo significa amar e se sacrificar por ele como Cristo fez por nós. Cristo sempre será o nosso exemplo a ser seguido, por isso temos que imitá-lo em tudo e principalmente no seu exemplo de servo e doador de vida para com os que estão próximos de nós. Preciso torna-me próximo de qualquer necessitado.

Por fim, quero nos desafiar a termos atitudes pautadas pela misericórdia, justiça e amor. Sentimentos que seguiram o Senhor Jesus por todo o seu ministério. Só teremos êxito em nossas ações de lutas contra as injustiças quando seguirmos o conselho do Mestre: “Vai e procede tu de igual modo” (v. 37).

 

Fonte: Comentário bíblico de Champlim versículo por versículo, Evangelho de Lucas.